Rezando pela saúde do Papa Leão XIV
Um terço rezado na capela do Hospital Gemelli, conduzido pelo vigário do Papa para a Diocese de Roma, cardeal Baldo Reina, transmitido ao vivo pela Rádio Vaticano; orações das comunidades agostinianas e nas igrejas espalhadas pelo mundo; uma sincera demonstração de solidariedade da África à Ucrânia. Muitas manifestações de apoio foram expressas ao Pontífice que nesta terça-feira, 13 de outubro, será operado para remover um nódulo no pulmão.
Toda a Igreja se une em torno de seu pastor que foi internado nesta terça-feira, 13 de outubro, no Hospital “Agostino Gemelli” de Roma, após o anúncio da cirurgia no Angelus do último domingo (11/10). Na Capela São João Paulo II do hospital, que o próprio Pontífice polonês descreveu como “Vaticano três”, o vigário do Papa para a Diocese de Roma, cardeal Baldassare Reina, presidirá a oração do Terço, às 18h locais, desta terça-feira, expressando a proximidade e o afeto da Igreja de Roma por seu Bispo. O cardeal convida todas as paróquias e comunidades religiosas da diocese a se unirem em oração, confiando Leão XIV à intercessão materna da Virgem Maria e acompanhando-o com invocações ao Senhor nestes dias. A oração do Terço será transmitida ao vivo pela Rádio Vaticano, pelo site www.vaticannews.va e pela página do Facebook.
Do Vaticano, durante o encontro sobre Amoris Laetitia, os participantes enviaram uma mensagem ao Papa: “Desejamos transmitir-lhe a nossa proximidade e afeto. Acompanhamos o senhor com a oração e com os nossos melhores votos de uma rápida recuperação.” Em seguida, expressam sua gratidão por ter promovido o encontro “e por incentivá-los a ouvir as famílias e a caminhada de nossas Igrejas”. “Ao prosseguirmos com nosso trabalho, sentimos sua proximidade e levamos conosco sua preocupação com as famílias em todo o mundo.”
Do Japão à Ucrânia e toda a África
Uma oração pela saúde do Papa foi o convite feito em suas redes sociais pelo arcebispo de Tóquio, cardeal Tarcísio Isao Kikuchi, presidente da Conferência Episcopal do Japão, recebido pelo Papa na manhã da última segunda-feira (12/10). “Ele me assegurou”, escreveu Kikuchi, “que se trata de uma cirurgia menor, que não está sentindo dor e que decidiu se submeter ao procedimento o mais breve possível para não alterar seus planos de visita à América Latina.”
“Asseguro-lhe as orações de toda a Igreja greco-católica ucraniana. Nestes dias, nos unimos ao senhor espiritualmente, pedindo a Deus que lhe conceda uma operação bem-sucedida, uma rápida recuperação e forças para continuar seu ministério apostólico, o de ser um mensageiro da paz num mundo ferido pela guerra.” Foi o que declarou numa nota dom Sviatoslav Shevchuk, arcebispo-mor de Kyiv-Halych e chefe da Igreja greco-católica ucraniana, que agradeceu ao Papa Leão XIV por seu compromisso inabalável em pôr fim à guerra na Ucrânia, bem como por seus repetidos apelos por um cessar-fogo e pela conquista de uma paz justa. “Mesmo no dia em que o senhor anunciou a necessidade de uma cirurgia, não deixou de pensar naqueles que mais sofrem por causa da guerra da Rússia contra a Ucrânia. Em particular, o senhor chamou mais uma vez a atenção do mundo para a necessidade de desbloquear o fluxo de grãos pelo Mar Negro para os países mais pobres.”
As Conferências Episcopais da África e Madagascar (SECAM) expressaram sua “proximidade” e “solidariedade” numa mensagem assinada pelo cardeal Fridolin Ambongo Besungu, arcebispo de Kinshasa e residente da SECAM. A Igreja na África acompanhará a cirurgia de Leão XIV e todo o período de recuperação, confiando-o à intercessão da Virgem Maria. O cardeal, portanto, convida todos os bispos, sacerdotes, consagrados, consagradas e fiéis leigos da África e suas ilhas “a se unirem em fervorosa oração” pelo Papa, expressando comunhão com ele nas celebrações eucarísticas, orações pessoais e nas comunidades eclesiais.
Os irmãos agostinianos em oração
Hoje à noite, às 21h locais, as comunidades agostinianas de Roma se reúnem em oração pelo Pontífice na praça em frente à Basílica Papal de Santa Maria Maior. A ordem à qual o Papa pertence também lançou a iniciativa de um buquê espiritual — que já envolveu 39 países — com a possibilidade de oferecer um Pai-Nosso, uma Ave-Maria, uma missa ou uma oferta de obras de caridade, além de deixar mensagens on-line para serem reunidas num compêndio que será entregue ao Papa.
O cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, e o irmão do Pontífice, Louis Prevost, também rezam pelo Papa. Em declarações a um jornal italiano, o irmão do Papa pediu que ele também fosse incluído nas orações “para que esta operação corra bem e não haja complicações”. Prevost, que vive na Flórida e está atualmente hospitalizado para tratamento de câncer, disse estar confiante de que seu irmão mais novo “se recuperará completamente” e “continuará sua missão de guiar a Igreja Católica”.
Da Ordem de Malta às prisões
Em uma carta dirigida ao Papa Leão XIV, o grão-mestre da Soberana Ordem Militar de Malta, frei John T. Dunlap, expressou sua proximidade e a de toda a Ordem em prol do bom andamento da cirurgia, confiando o Pontífice a Nossa Senhora de Lourdes. “Desejo assegurar-lhe, em particular, minhas orações”, diz a carta, “para que o Senhor esteja convosco e vos conceda uma recuperação rápida e completa.” Frei John enfatizou que suas orações se unem às de toda a família da Ordem de Malta, que está próxima ao Papa “com afeto filial e profunda gratidão pelo seu incansável serviço à Igreja”.
Das das prisões, elevam-se as orações pela saúde do Papa. Pe. Raffaele Grimaldi, inspetor geral dos Capelães Italianos, convidou capelães e funcionários prisionais a rezarem por “uma rápida e plena recuperação”, que permitirá ao Pontífice “cumprir da melhor forma sua preciosa e exigente missão apostólica e profética, continuando a dar a todos a força da esperança”.
Na sexta-feira, 16 de outubro, às 19h locais, no 48º aniversário da eleição de Karol Wojtyła ao pontificado, fiéis poloneses se reunirão na Praça São Pedro para uma vigília de oração. O momento central será a oração comunitária do Rosário, com um pedido de intercessão de São João Paulo II pela saúde de Leão XIV.
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