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Contra fatos não há argumentos

A história do rádio ainda guarda capítulos que merecem ser revisitados e, sobretudo, reconhecidos com justiça. Entre eles está a trajetória do sacerdote, cientista e inventor gaúcho Roberto Landell de Moura, cujas experiências pioneiras com a transmissão da voz e de sinais sem fio, realizadas no final do século XIX e início do século XX, enfrentaram incompreensão, falta de incentivo e até a destruição de seus equipamentos.

Inspirando-se também nas pesquisas reunidas por Ernani Fornari no livro O incrível Pe. Landell de Moura – História Triste de um Inventor Brasileiro, publicado em 1960, Pe. Gerson Schmidt* tem nos proposto reflexões que lançam luz sobre documentos e testemunhos que ajudam a compreender a dimensão de suas experiências e a defender o lugar que Landell de Moura merece na história das telecomunicações e da transmissão radiofônica. Hoje, o tema trazido é “Contra fatos não há argumentos”:

“Sigo aqui no aprofundamento do invento do Rádio no Brasil, tentando fazer justiça a uma história que foi registrada e resgatada, mal acabada, onde não houve reconhecimento ao verdadeiro inventor na transmissão de ondas magnéticas Rádio: Padre Roberto Landell de Moura. No final do século XIX e início do século XX, o sacerdote e cientista brasileiro e gaúcho realizou experiências pioneiras com a transmissão da voz e de sinais sem fio, antecipando princípios que seriam fundamentais para o desenvolvimento das telecomunicações e do rádio. Não teve incentivo em seus pioneiros inventos para dar cabo. Seus inventos foram por vezes destruídos por fanáticos que acreditavam que Landell era um bruxo e homem diabólico por fazer coisas impossíveis para a compreensão humana até então. Faço esse resgate histórico utilizando incialmente as fontes pelo livro de Ernani Fornari, “o incrível Pe. Landell de Moura – História Triste de um Inventor Brasileiro”, Editora Globo – Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo, 1960.

 

 

 

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