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Na Audiência Geral com o Papa: a música é um caminho para a paz

“A música, assim como a paz, é feminina; e, assim como a paz, é desarmada e desarmante; e quando, nos concertos, pronunciamos a palavra ‘paz’, os corações das pessoas se abrem à solidariedade fraterna e alegre”. É o que confidencia o monfortano Mario Pacifici que, por ocasião dos 50 anos de sacerdócio e de missão no Malaui, acompanhou à Audiência Geral desta quarta-feira, 24 de junho, cerca de 20 membros da “Alleluya Band”, formada naquele país africano poucos meses após sua chegada.

“Nesta praça, cantamos a vida com alegria e, em nossa turnê pela Itália, queremos oferecer uma valiosa troca de riquezas humanas e culturais, buscando arrecadar fundos para ajudar o Andiamo Comfort Community Hospital, em Balaka”, explica o religioso, ressaltando que “Yamika”, o título da turnê, “significa que desejamos ‘admirar e agradecer’ juntos as maravilhas da beleza dentro de nós e ao nosso redor, neste mundo assolado pelo ódio e pelas guerras”.

A arte como instrumento de inclusão

Sobre o poder da música, ponte entre culturas e realidades diversas, e meio para a reabilitação de muitos jovens provenientes de locais ou situações de vulnerabilidade, se expressa também Mailen Ubiedo Myskow, maestrina e presidente do Centro Artístico Solidário Argentino. Ela conta que “o grupo entende a arte como instrumento de inclusão, transformação e comunidade”. Por isso, “fazem parte dele jovens com pouco mais de 20 anos, vindos das ‘Villas’ e dos ‘barrios’, que, graças a esse projeto, estão aprendendo — e, felizmente, não só eles — que, na dimensão artística, o local de nascimento não é importante”. A orquestra que apresentou na praça a obra “Rezo del mundo”, composta por trechos de orações de várias religiões, nesta quinta-feira (25/06) — com o apoio da Embaixada da Argentina junto à Santa Sé — se apresentará na Igreja dos Artistas, na Praça do Povo, e no sábado (27/06) na Igreja Nacional espanhola de Santiago e Montserrat, na Via di Monserrato, em Roma.

“Ícones sem fronteiras”

No Dia Internacional das Mulheres Engajadas na Diplomacia, foram doados ao Papa dois ícones: “Mãe, não chore por mim” e “Mãe do Socorro”. Eles foram criados pela polonesa Mariola Zajączkowska Bicho. “A primeira obra é dedicada ao massacre de Cutro, no qual perderam a vida 94 migrantes, dos quais 34 menores; já a segunda foi concebida para a diocese de Chiclayo, no Peru”, afirma a artista promotora do projeto “Ícones sem Fronteiras”, por meio do qual ela doou ícones, mosaicos ou vitrais para comunidades, missões ou pequenas igrejas locais que não teriam condições de equipar seus locais de culto com objetos de arte sacra. “É muito importante que quem contempla os ícones possa construir uma relação profunda e pessoal com Deus, baseada no amor e na misericórdia”, declara ainda a artista, cujas obras chegaram até a Síria, na Mongólia, na igreja do campo de refugiados de Bidi Bidi, em Uganda, onde vivem 300 mil sul-sudaneses e atuam os missionários verbitas, para os quais ela pintou um ícone de São Arnoldo Janssen.

O empenho das mulheres na Igreja

E justamente da África, mais precisamente da Tanzânia, 40 mulheres da Associação Wawata, representando as quase 15 mil que fazem parte dela, concluíram na Praça São Pedro a peregrinação de fé pela Europa, após terem estado em Lourdes, Saragozza, Barcelona e Fátima. Acompanhadas pelo Pe. Alister Makubi — responsável pela Pastoral na Conferência Episcopal do país africano —, elas testemunharam a Leão XIV seu empenho, no seio da Igreja de seu país, na formação e na defesa dos valores da família e no cuidado com a criação, com ênfase na proteção das gerações mais jovens, muitas vezes vítimas de violência, e no respeito à liberdade de culto, defendendo-a como fundamento sobre o qual se sustenta um futuro de fraternidade e paz.

 

 

 

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