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A Igreja, o progresso e a pós-modernidade

Enquanto o progresso está associado aos avanços científicos, tecnológicos, econômicos e sociais que moldaram o mundo contemporâneo, a pós-modernidade caracteriza-se pela valorização da diversidade, pelo questionamento de verdades absolutas e pelas rápidas mudanças culturais. Nesse contexto, é proposta hpje uma breve reflexão de como a Igreja responde a essas transformações, buscando preservar seus princípios e sua missão ao mesmo tempo em que dialoga com uma sociedade em constante mudança, marcada por novos valores, formas de pensar e desafios éticos.

Para tal, Pe. Gerson Schmidt* inspira-se nos feitos do sacerdote jesuíta Pe. Landell de Moura, considerado o pioneiro da transmissão de voz sem fio e um dos precursores do rádio e da fibra óptica. Anos antes de Guglielmo Marconi, o sacerdote e inventor nascido em Porto Alegre, realizou a primeira transmissão pública da voz humana sem o uso de fios no Brasil, em 1899:

“Neste 30 de junho, recordamos os 98 anos da morte do Padre Roberto Landell de Moura (1861-1928), sacerdote gaúcho que marcou a história não apenas pela dedicação à Igreja, mas também por sua contribuição pioneira à ciência e às telecomunicações. Foi o verdadeiro inventor do Radio, não conhecido. Por falta de apoio na época do governo brasileiro. Natural de Porto Alegre, Landell de Moura faleceu em sua cidade natal em 30 de junho de 1928, aos 67 anos.

A Igreja Católica, de forma oficial e geral, nunca foi contra o progresso, a modernidade, a tecnologia, a Inteligência Artificial e a avanço dos povos no mundo. Pelo contrário, tem iluminado com uma palavra norteadora, como apontamos recentemente, na renomada e histórica CARTA ENCÍCLICA RERUM NOVARUM do Papa Leão XIII (não o atual), em 15 de maio de 1891, falando SOBRE A CONDIÇÃO DOS OPERÁRIOS. Estava mergulhado na Era da Revolução Industrial e urgia uma palavra da Igreja nesse contexto e tempo difícil de mudanças e robotização do mundo do trabalho, onde o ser humano tinha virado uma peça de uma engrenagem. O Papa de então não demonizou a industrialização, tal qual igualmente o Papa Leão XIV, Papa atual em 2026. Leão XIV não tornou a Inteligência Artificial coisa do diabo! Fala de preservar o ser humano e os valores essenciais. Ambos os Papas dão critérios e alertas! Ambos não se fecham ao mundo, mas apontam luzes, sempre na defensoria da dignidade do ser humano frente aos avanços e progressos da modernidade e pós-modernidade.

PAPA PAULO VI, agora proclamado santo pela Igreja, publicou na Páscoa de 26 de março de 1967, a CARTA ENCÍCLICA POPULORUM PROGRESSIO – SOBRE O DESENVOLVIMENTO DOS POVOS. Paulo VI disse, nesse documento a todos os fiéis de boa vontade, que a Igreja nunca deixou de cuidar da promoção humana dos povos para os quais proclama a fé em Cristo Vivo e Ressuscitado. Proclamar o Evangelho não significa desprestigiar as organizações, a cultura, o trabalho, o progresso dos povos. Os missionários da nossa fé católica construíram, não só igrejas, mas também asilos e hospitais, escolas e universidades. Ensinou “aos nativos a maneira de tirar melhor partido dos seus recursos naturais, protegeram-nos, com frequência, da cobiça dos estrangeiros. Sem dúvida que a sua obra, pelo que tinha de humano, não foi perfeita e alguns misturaram por vezes a maneira de pensar e de viver do seu país de origem, com a pregação da autêntica mensagem evangélica. Mas também souberam cultivar e promover as instituições locais. Em muitas regiões foram contados entre os pioneiros do progresso material e do desenvolvimento cultural”. Palavras textuais do Documento papal Populorum Progressio, que redigiu depois de rápida visita à terra santa para voltar às fontes do Cristianimo, também viagem à América Latina, à África e à Índia.

Nas grandes encíclicas Rerum Novarum de Leão XIII, Quadragesimo Anno de Pio XI, Mater et Magistra e Pacem in Terris de São João XXIII – bem como das mensagens radiofônicas de Pio XII ao mundo. Falamos aqui sobretudo da Radiomensagem na era pioneira da radiodifusão de 1 de junho de 1941 no 50° aniversário da Rerum Novarum (AAS 33 -1941, pp.195-205) e Radiomensagem do Natal de 1942 (AAS 35 -1943, pp. 9-24) e da Alocução a um grupo de operários no aniversário da Rerum Novarum, 14 de maio de 1953 (AAS 45 – 1953, pp. 402-408). Estamos falando dos primeiros anos áureos da Era do Rádio, em sua descoberta, que por sua vez também foi um sacerdote brasileiro e porto-alegrense, que trabalhou na Paroquia Nossa Senhora do Rosário, em Porto Alegre, santuário atual de muitas confissões. Estamos falando de Pe. Roberto Landell de Moura. Aprofundaremos no próximo programa”.

 

 

 

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