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O chamado à intimidade: escolhendo sua prática de oração quaresmal

Quando falamos sobre oração, as abordagens são inúmeras. No entanto, este artigo não se propõe a ensinar o fiel a rezar, mas sim a falar com aqueles que já possuem uma caminhada espiritual e desejam intensificar sua vida de oração. O objetivo é mergulhar com maior profundidade no relacionamento com Deus durante o tempo litúrgico da quaresma.

Para este período, a proposta é acrescentar uma prática de oração extra àquelas que já fazem parte do seu cotidiano. Em um contexto de tentações e batalhas espirituais, rezar mais torna-se um bem necessário.

O segredo está em escolher uma prática adicional e zelar pela fidelidade diária a esse compromisso. Eu, por exemplo, propus-me a rezar o Terço e a Ladainha da Misericórdia em uma igreja diferente a cada dia. Esse movimento de buscar um novo templo me ajuda a “sair de mim mesmo” e a rezar em comunhão com o padroeiro local.

Sugiro então algumas práticas:  adoração ao Santíssimo Sacramento (30 ou 60 minutos), rezar os salmos, rosário completo, ofício de Nossa Senhora, via-sacra, terço da libertação, lectio divina, liturgia das horas, missa diária, etc.

É fundamental que a prática escolhida seja viável. Se alguém não possui o costume de rezar o terço diariamente, propor-se a rezar o rosário completo pode levar ao desânimo. O progresso espiritual é gradual: talvez seja melhor ser fiel ao terço por duas quaresmas para, na terceira, desafiar-se ao rosário. A escolha também deve ser realista quanto à sua rotina. Não adianta planejar a missa diária se a sua paróquia só celebra aos domingos.

Ao ler o Diário de Santa Faustina, impressionou-me como aquela alma esposa buscava constantemente desafiar-se. Ao concluir uma penitência, ela já planejava outra ainda mais rigorosa. Compreendi, então, por que Deus falava com ela de forma tão clara: ela era sua amiga íntima.

A oração sempre será um desafio, pois exige disposição e renúncia. No entanto, ao sermos generosos nesta quaresma, percebemos que fomos feitos para a comunhão com Deus. É um retorno à nossa origem, ao chamado de intimidade que o Senhor desejou para nós desde a criação.

Ao fim destes quarenta dias, os frutos dessa dedicação serão sentidos na sua proximidade com o sagrado. A partir daí, a vida espiritual fluirá com muito mais naturalidade.

 

 

 

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