Um caminho de esperança
Ao iniciarmos um novo ano, somos convidados a pausar e olhar para dentro de nós. Como já foi dito em um texto de título Cortar o Tempo de autoria de Roberto Pompeu de Toledo “Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.”
Essa divisão do tempo nos oferece a oportunidade de recomeçar, de ressignificar experiências e de atribuir novos sentidos às alegrias e, sobretudo, às dores que marcaram nosso caminho.
Ao longo da vida, especialmente nos momentos de virada, percebemos que a dor e o sofrimento fazem parte da nossa história. Eles chegam sem aviso e, muitas vezes, nos levam a perguntar: por que isso está acontecendo comigo?
A dor e o sofrimento são realidades com as quais podemos lidar porque Deus nos oferece caminhos para seguir em frente: a graça que sustenta, o consolo que acalma o coração e a esperança que nos impede de desistir.
Neste novo ano que se inicia, somos convidados a confiar. Confiar que, mesmo quando não compreendemos os acontecimentos, Deus permanece presente.
Ele transforma o sofrimento em aprendizado, a dor em amadurecimento e os momentos difíceis em possibilidades de recomeço. Em Cristo, aprendemos que a dor não tem a última palavra e que a vida sempre pode ser renovada.
Assim, a proposta da vida não é a ausência de dor, mas a capacidade de responder a ela com maturidade, solidariedade e sentido. A pergunta “por que comigo?” Pode, com o tempo, transformar-se em outra mais profunda: “o que faço com aquilo que me acontece?”. É nesse deslocamento que a dor deixa de ser apenas um peso e passa a se tornar um lugar de humanização, aprendizado e abertura ao transcendente e ao outro.
Que este novo ano seja vivido com fé, esperança e perseverança. Que, mesmo diante das adversidades, saibamos continuar, sustentados pela certeza de que Deus não nos abandona e sempre nos oferece um caminho para recomeçar.