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CNBB manifesta pesar e solidariedade às vítimas das chuvas em Juiz de Fora

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulgou, na tarde desta terça-feira (24/02), uma nota de pesar pela tragédia provocada pelas chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais. No comunicado, assinado pela presidência da CNBB, os bispos manifestam solidariedade aos familiares e amigos das vítimas e expressam profunda tristeza diante das mortes, da destruição e do sofrimento causados pelo desastre na região.

No documento, a CNBB também expressa condolências ao administrador apostólico e ao arcebispo eleito da Arquidiocese de Juiz de Fora (MG), dom Gil Antônio Moreira e dom Marco Aurélio Gubiotti, estendendo sua proximidade e solidariedade a todo o povo de Deus dessa Igreja particular.

“Neste período de luto, recordamos a importância da união e do apoio mútuo, sobretudo neste momento que na Igreja estamos vivendo o período quaresmal, tempo no qual refazemos, com Jesus Cristo, os passos e o sofrimento do seu calvário e, com Ele após passar pela experiência da cruz, ressuscitamos na Esperança da vida Eterna. Que nossa mãe e padroeira, Nossa Senhora Aparecida, console a todos.”

Arquidiocese convoca mobilização solidária

A Arquidiocese de Juiz de Fora, por meio do administrador apostólico dom Gil Antônio Moreira, também manifestou solidariedade às vítimas e convocou os fiéis a se unirem em ações concretas de ajuda.

“Convoco a todos os padres, diáconos, leigos e leigas, para nos unirmos numa grande ação de solidariedade, praticando a fé, a esperança e caridade em favor dos que mais estão sofrendo, além de grande união de fervorosas orações.”

A iniciativa busca promover uma mobilização em toda a Arquidiocese, especialmente nas regiões mais vulneráveis e historicamente afetadas por alagamentos e deslizamentos. (Confira os locais de doações no fim desta reportagem).

Chuvas deixam mortos, desaparecidos e desalojados

Pelo menos 37 pessoas morreram, cerca de 40 estão desaparecidas e centenas tiveram que deixar suas casas após as fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, segundo o balanço mais recente divulgado pelo Corpo de Bombeiros nesta quarta-feira (25/02).

De acordo com as autoridades, mais de 200 pessoas foram resgatadas com vida, enquanto equipes de busca, com o auxílio de cães farejadores, continuam os trabalhos entre os escombros na tentativa de localizar os desaparecidos.

A prefeitura informou que este é o fevereiro mais chuvoso da história da cidade, com 584 milímetros de precipitação — o dobro do esperado para todo o mês. Diante da “situação gravíssima”, a prefeita Margarida Salomão decretou estado de calamidade pública e luto oficial de três dias.

Um dos pontos mais críticos é o bairro Parque Jardim Burnier, onde cerca de 12 casas foram arrastadas por um deslizamento de terra, segundo o comandante dos bombeiros, Demetrius Goulart. “Muitas pessoas estavam em casa”, afirmou.

As equipes de resgate enfrentam simultaneamente inundações, deslizamentos e riscos estruturais em áreas próximas ao rio Paraibuna, que transbordou, explicou o tenente Henrique Barcellos, do Corpo de Bombeiros.

A prefeitura lançou a campanha “Juiz de Fora Solidária”, para arrecadar água, alimentos, colchões, cobertores, roupas e materiais de higiene e limpeza, com diversos pontos de coleta na cidade.

A previsão meteorológica indica a continuidade das chuvas nos próximos dias. Uma nova frente fria deve provocar precipitações intensas nesta quarta-feira (25/02), enquanto a formação de uma área de baixa pressão, prevista para quinta-feira (26/02), pode ampliar a instabilidade em várias regiões de Minas Gerais, incluindo Belo Horizonte.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, determinou a mobilização imediata do governo federal para apoiar a população afetada. Durante uma escala em Abu Dhabi, após viagens oficiais à Índia e à Coreia do Sul, o presidente anunciou o envio de equipes do sistema público de saúde e manifestou solidariedade às vítimas.

 

 

 

 

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