Santa Sé: continuar a luta contra a cristianofobia e a intolerância religiosa
A delegação da Santa Sé nas Nações Unidas, por meio do observador permanente, o arcebispo Christophe Z. El Kassis, ao celebrar o 25º aniversário da adoção da Declaração de Durban contra o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e as formas relacionadas de intolerância, recorda com satisfação que esse documento reconhece, “com profunda preocupação, a intolerância contra as comunidades religiosas e o surgimento de atos hostis e de violência contra elas devido às suas crenças religiosas”. E que inclui entre os casos de intolerância “os atos de cristianofobia, juntamente com a islamofobia e o antissemitismo”.
Leão XIV e as novas formas de discriminação ligadas ao mundo digital
Em sua intervenção na Reunião de alto nível que celebra o aniversário, em 28 de setembro, o arcebispo El Kassis citou a Encíclica Magnifica Humanitas, do Papa Leão XIV, ao lembrar que, hoje, a justiça social “deve também lidar com um contexto moldado pelas tecnologias digitais, caracterizado por novas formas de exclusão, preconceito e discriminação”. Portanto, na era digital, uma ordem social justa “deve submeter o uso dos dados e da tecnologia ao controle público, estabelecendo como princípios orientadores a dignidade da pessoa humana e o bem comum”.
Os nacionalismos contradizem os valores da pessoa
Por fim, o observador permanente da Santa Sé lembrou o que está escrito no Compêndio da Doutrina Social da Igreja Católica, no número 433. “A dignidade da pessoa humana, concedida por Deus – diz o texto –, é fundamental para a construção de uma verdadeira comunidade internacional na qual seja possível alcançar o bem comum universal”. Infelizmente, apesar das aspirações, “a unidade da família humana ainda não se tornou realidade devido a ideologias materialistas e nacionalistas que contradizem os valores da pessoa humana. Em particular, qualquer teoria ou forma de racismo e discriminação racial é moralmente inaceitável”.