Av. São João, 2650 - Jardim das Colinas, São José dos Campos - SP, 12242-000 - (12) 3928-3911

Uma cesta, muitas mãos: alimento para 1,5 mil famílias em Curitiba

O que acontece quando alguém coloca um quilo de arroz a mais no carrinho do supermercado e decide levá-lo até uma igreja? Antes de chegar à mesa de uma família, aquele alimento passa por muitas mãos: é recebido, separado, organizado, colocado em uma cesta, transportado e, finalmente, entregue a quem precisa.

É essa rede de solidariedade que o Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Curitiba, mantém ao longo do ano e que ganha destaque neste Dia Nacional do Voluntariado, celebrado em 28 de agosto.

Mensalmente, o Santuário distribui mais de 1,5 mil cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade social, principalmente em comunidades carentes de Curitiba. O trabalho é viabilizado por doações de alimentos e produtos de higiene e limpeza, além da atuação de voluntários envolvidos em diferentes etapas da operação.

A iniciativa mostra, na prática, que o voluntariado pode começar com um gesto simples. Para quem doa, pode ser apenas um produto acrescentado à compra do mês. Para quem recebe, aquele alimento pode representar uma ajuda concreta para colocar comida na mesa.

A frase do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, “Quem tem fome, tem pressa”, ajuda a traduzir a urgência desse tipo de ação. Embora a distribuição de alimentos seja uma resposta imediata à necessidade, o trabalho social desenvolvido pelo Santuário busca também atuar em outras frentes, como educação e acesso ao emprego.

“Temos promovido a solidariedade por meio das cestas básicas, mas também através do reforço escolar e da promoção do emprego nessas comunidades carentes. Nosso objetivo é a emancipação dessas pessoas, para que tenham emprego e vida digna”, explica o missionário redentorista do Santuário, Padre Joaquim Parron.

Uma rede que começa com uma doação

O funcionamento dessa rede depende de diferentes tipos de voluntários. Há pessoas que não conseguem participar diretamente da distribuição, mas incorporam a doação à própria rotina. Ao fazer as compras do mês, levam ao Santuário itens como arroz, feijão, café e produtos de higiene e limpeza.

“Basta uma pessoa, ao fazer suas compras semanais ou mensais no supermercado, colocar um item básico no carrinho: café, arroz, feijão ou produtos de higiene e limpeza. Ao longo do mês, ela pode deixar um desses produtos no Santuário. A partir daí, esse gesto passa por outras mãos, de pessoas que fazem a separação e a montagem das cestas”, explica Padre Parron.

Depois, outros voluntários entram em cena. Eles organizam os produtos, montam as cestas e participam da logística de transporte e distribuição.

Entre os voluntários estão também acolhidos da Comunidade Terapêutica Perpétuo Socorro, que participam das ações de organização e entrega das cestas às famílias.

A participação desses voluntários acrescenta outro significado à ação: ao mesmo tempo em que recebem apoio, eles também contribuem diretamente com o cuidado de outras famílias.

“É uma grande rede que conecta voluntários e pessoas em situação de vulnerabilidade, que muitas vezes passam por dificuldades até para comprar o básico”, afirma Padre Parron.

A cesta que chega à mesa

No dia 22 de agosto, famílias de diferentes comunidades de Curitiba receberam cestas básicas durante uma das ações de distribuição realizadas pelo Santuário. Entre as pessoas atendidas estava Rose de Fátima Carvalho, moradora do bairro Campo Comprido, que recebeu uma das cestas.

“Agradeço a Deus e a todas as pessoas que doaram, porque isso acaba nos ajudando ao longo do mês”, contou Rose. Para as famílias cadastradas pelo projeto, a cesta representa um alívio imediato no orçamento doméstico. Além da entrega dos alimentos, o trabalho procura encaminhar os beneficiários para outras redes de apoio, incluindo iniciativas relacionadas a emprego e educação.

A proposta é que a cesta básica seja uma resposta a uma necessidade urgente, mas não a única resposta.

Quem doa também participa da transformação

Para quem está do outro lado da rede, a experiência também produz um impacto. Uma das voluntárias que contribuem regularmente com o Santuário explica que a decisão de doar alimentos surgiu justamente da percepção de que, mesmo uma pequena contribuição, pode ganhar outra dimensão quando integrada a uma estrutura capaz de fazê-la chegar a quem precisa.

“Para mim, é um privilégio partilhar com uma família o alimento que quase nunca chega à mesa de um irmão. A felicidade é poder fazê-lo chegar às suas mãos, com o tempero das orações que todos fazem juntos com os nossos Missionários Redentoristas, que atravessam a cidade, chegando às periferias e enfrentando o barro de locais sem saneamento. Assim como o próprio Jesus empoeirava suas sandálias e seus pés”, relata Conceição Barindelli.

Ela resume a importância da estrutura mantida pelo Santuário: uma pessoa sozinha talvez não consiga identificar uma família que precisa de ajuda ou fazer a logística de entrega. Quando várias pessoas participam de diferentes etapas, porém, uma pequena doação ganha alcance muito maior.

“Eu trago aqui porque sei que os donativos, mesmo que não sejam muitos, terão um destino certo e chegarão às mãos de quem realmente precisa”, completa.

Para Padre Parron, o Dia Nacional do Voluntariado é uma oportunidade de reconhecer quem já participa e mostrar que qualquer pessoa pode começar.

“Queremos agradecer às pessoas que praticam esse bem e convidar outras a fazer essa experiência. Um pequeno gesto pode fazer diferença na vida de uma família”, afirma.

Como doar:

Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Praça Portugal, s/n – Alto da Glória, Curitiba/PR
Telefone:
 (41) 3253-2031

Fonte: Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

 

 

 

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.


O período de verificação do reCAPTCHA expirou. Por favor, recarregue a página.