Av. São João, 2650 - Jardim das Colinas, São José dos Campos - SP, 12242-000 - (12) 3928-3911

Cultura da Vida: a missão da família na educação da afetividade com verdade e significado

Olá, amigos da Rádio Vaticano. Aqui quem fala é Marlon Derosa. Hoje, vamos conversar sobre a importância das famílias prepararem seus filhos para o amor verdadeiro matrimonial, caso seja esta a sua vocação.

É uma preocupação muito frequente hoje, pois vivemos em um mundo onde há uma cultura bastante hipersexualizada. Além disso, o tema é envolto em muitos tabus. Mas a Igreja tem documentos sobre isso e precisamos conhecê-los, pois eles são como um antídoto contra a proliferação de relacionamentos e casamentos instáveis e frágeis, e contra as ameaças à pureza de jovens e adultos.

Um dos documentos da Igreja sobre o tema se chama Sexualidade Humana: verdade e significado. Nele, a Igreja mostra-se consciente de que muitos pais hoje em dia, têm uma grande preocupação em transmitir o verdadeiro significado da sexualidade humana.

Vivemos tempos de banalização da sexualidade. Nossa cultura e os meios de comunicação apresentam o tema sem qualquer sentido, senão como uma busca de prazer egoísta, e muitas vezes, não transmite a visão sublime e de responsabilidade inerente. Perde-se, com isso, a noção de respeito pela solidez da relação que pode dar origem a uma nova vida, que precisa ser cuidada e acolhida com responsabilidade.

Em um dos trechos do documento Sexualidade Humana: verdade e significado, a Igreja alerta que a escola passou a fazer essa orientação, “muitas vezes substituindo-se à família e o mais das vezes com intenções puramente informativas. Às vezes chega-se a uma verdadeira deformação das consciências. Os próprios pais, por causa da dificuldade e da falta de preparação, renunciaram em muitos casos à sua tarefa neste campo ou resolveram delegá-la a outra pessoa.”

A Igreja ressalta a importância de retornarmos a compreensão da antropologia genuína e rica, para entendermos de fato quem é o ser humano, qual seu papel e o papel da sexualidade em cada pessoa. Afinal, a sociedade atual sofre por não compreender de fato quem é o ser humano e qual sua missão. Mas nós, católicos, sabemos: somos imagem e semelhança de Deus, criador por Amor e para o amor.

Nesse sentido, a educação da afetividade e sexualidade deve ser alicerçada no amor. E o amor “se alimenta e se exprime no encontro do homem e da mulher, é dom de Deus;” Cada um de nós “é chamado ao amor como espírito encarnado, isto é, alma e corpo na unidade da pessoa”. É por isso que o amor envolve tanto o corpo quanto a alma. E a sexualidade passa ser uma das formas de expressar ou comunicar o amor, que deve ser sempre entendido como doação de si: “o uso da sexualidade como doação física tem a sua verdade e atinge o seu pleno significado quando é expressão da doação pessoal do homem e da mulher até à morte.”

Hoje em dia há muitas confusões sobre o que é o amor. Um casal jovem se conhece, gosta de conversar e já começa a trocar declarações de amor. Mas será que isso é amor mesmo? Será que estão dispostos a doar-se um ao outro até às últimas consequências? A compreensão do amor como uma doação de si é algo que deve ser a base. Pode parecer um pouco abstrato no início. Afinal, como eu posso me doar ao outro?

A doação de si envolve entregar-se como pessoa, compartilhar planos, estar disposto a esquecer-se de si para cuidar do outro, por exemplo, em momentos em que o outro está precisando, como por exemplo, diante de uma doença. O amor como doação de si envolve estar a serviço do outro e ser capaz de dizer não a muitos interesses pessoais para fazer o outro feliz ou em por conta do que a outra pessoa necessita. E claro, poderíamos dizer muito mais sobre doar-se ao outro, sobre o amor.

O fato é que, enquanto os jovens não compreenderem que a sexualidade é expressão de um amor tão sólido e compromissado com o outro, dificilmente compreenderão o que significa a entrega física da sexualidade.

Portanto, antes, durante e em todos os momentos, os pais devem ensinar com palavras e com o seu testemunho, o que é o amor verdadeiro que se doa ao cônjuge e não busca seus próprios interesses – o amor paciente, que não tem inveja, não se irrita – e que principalmente, está baseado e visa espelhar no amor de Cristo por sua Igreja. Eis o grande desafio dos casais católicos: amarem-se como Cristo amou sua Igreja e se entregou por ela. E no que se refere a educação de seus filhos, fazer com que percebam este amor.

Essa grande missão dos pais na educação dos filhos para a santidade pode parecer grande e de fato é. Mas com fé e um esforço contínuo, a família pode receber a Graça de Deus em seu auxílio para educar seus filhos para Ele.

 

 

 

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.


O período de verificação do reCAPTCHA expirou. Por favor, recarregue a página.